A pior notícia que o ano novo trouxe, além dos aumentos nos bens de 1º necessidade muito acima da taxa de inflação, foi o fecho do Carrefour. Depois digam-me que estou sempre a queixar me, quando digo que tudo aqui muda para pior. Quem se ginastica com acrobacias dignas de actividades circenses para a sobreviência quotidiana sabe bem que em tudo se poupa e as escolhas das superfícies de abastecimento podem influenciar muito. (Aqui ninguém me bate ....I´m the queen of cheap, sei onde tudo é mais barato ao pormenor de cêntimos, pois eu sou a verdadeira máquina de calcular mental em estilo humano-andante, muitos anos de aprendizagem e de míngua..lol)
Concluindo: o Carrefour tinha a melhor qualidade preço do mercado, além oferecer produtos franceses exclusivos da marca que não existem em mais lado nenhum....Já se sabia que iria fechar, mas o mínimo que se esperaria seria que informassem os clientes oficialmente, só que o tio Belmiro arquitectou a coisa em surdina, e nem os empregados sabiam ao certo quando a transferência seria finalizada em termos práticos(porque eu fartei me de os sondar)... pois bem....fechou em dia 31 e no dia 2 abriu como Continente. E eu que não me abasteci correctamente dos produtos insusbstituíveis, fiquei desfalcada para meu desepero. onde vou arranjar o meu cuscus oriental aromatizado, a beterraba ralada em conserva, os iogurtes liquidos de 1 litro a menos de 1 eiró, o meu panaché, as batatas fritas de alho e salsa, o arroz em saquetas por 69 cêntimos, as refeições prontas e o pão biológico? Estou tão triste que não consigo mentalizar-me desta merda. Isto parece fútil, mas não é acreditem.
É só mais uma prova de que tudo rigorosamente neste país muda para pior, ou mais uma evidência de quão saturada estou....
Agora volta-se ao Lidl, ao Minipreço (venham os Espanhoís, que sempre são mais baratos) e outros que calhe, mas ao Continente não porque eu odeio o Continente e a lógica Sonaezista de lavagem cerebral a tentar enfiar à força que estes hipermercados são os mais baratos e os melhores. Não são, é um embuste. Mais: o Estado e a Autoridade para a Concorrência não deveriam permitir que ele transformasse estes hipermercados em mais Continentes, porque o tipo está a monopolizar o mercado (em parelha com o Jerónimo Martins dos Pingo Doces e Feira Nova e Jumbos) e isto é péssimo para os consumidores e para o país em geral. Falta de sã concorrência nos mercados além de lesar os consumidores no seu direito primordial de escolha, limita o desenvolvimento económico e social e afecta a competitividade e eficiência dos operadores económicos de mercado.
Que venham os Espanhois e comprem isto em saldos pela calada da noite assim....um dia acordávamos e eramos Espanhois, e era o melhor que nos podia acontecer, de que nos vale o orgulho de um passado se nos espera uma miséria de futuro? Agora chamem-me de traidora que pouco me importa. O que vejo e sinto é que derrapamos a fundo e nos afastamos da média da Europa de forma calamitosa. O marido diz que ao que está a assistir cá já assistiu no seu país uma vez...

3 comentarii:
Epa... deixaste-me meia morta, triste e desamparada :(
E tudo mesmo uma grande, grande tristeza e nem consigo imaginar como e vamos poder sair desta situacao :(
Partilho da tua tristeza... O Carrefour era o meu hiper de estimação tanto para compras (habitual utilizadora de produtos marca Carrefour) como para terapia de algumas (muitas)neuras da minha vida...
Quanto aos Espanhois...nem bons ventos...nem bons casamentos!!!
R
A ti Só posso dizer uma coisa....
A tua vida é uma desgraça....
Aiaiaiai.
Olha eu até prefiro que seja o tio belmiro a monopolizar o mercado e não um estranjeiro qq, Portugal para os tugas, o homem tem é merito de ter construido um império do nada, quem me dera. se existissem mas portugueses como ele este mais era bem mais desenvolvido, venham mais portugueses assim.
O problema não está na sonae e nos seus preços, está na carga fiscal imposta aos produtos, logo o culpado é sempre o mesmo "ESTADO", pois aumenta os salarios 65cent, aumenta os impostos, aumenta o preço dos produtos basicos, fecha hospitais e como consequencia baixa a qualidade de vida dos portugueses. E a unica preocupação é onde construir o aeroporto, mais uma vez PALHAÇOS.
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