vineri, noiembrie 16, 2007

Lisboa à noite

Agora que fecharam o bowling do Alvaláxia, digam me lá quais são as alternativas lúdicas para uma sexta feira à noite, ou sábado, que excluam bares cheios de fumo, gente aos encontrões-vulgo putos mal formados - e discotecas a abarrotar ou bairro alto decadente apinhado como se fosse metro em hora de ponta?

Só me ocorre a sessão individualista e claustrofóbica do cinema da meia noite.
Numa capital de país, não existirem grandes alternativas para pessoal nos trintas (que como nós já não tenha pachorra para as decadências associadas à noite mas que queira descontrair de uma forma agradável e divertida), tem de ter os seus efeitos colaterais.
Para os mais jovens então nem que quero alongar na falta de perspectivas em que se traduz esta parvoeira para quem a saída não deixa mais senão a de beber até cair porque de outra forma não há mais nada para fazer. Depois digam que a juventude está perdida, mas não lhes dão grandes hipóteses de diversão dita saudável. (Mal por mal na nossa altura ainda tinhamos a feira popular que era pacóvia, mas dava para alegrar a malta.) Agora? Não há nada de construtivo/positivo para fazer nesta cidade à noite.
Por isso o pessoal como nós refugia-se em casa a fazer coisas giras com os amigos. A modos que hoje adivinha-se mais uma sessão de playstation para os rapazes e filme no dvd para as raparigas. Ou rummy misto. (Se eles conseguirem largar o vício)
Mas é triste. Não haver alternativas. E frustrante para quem quer variar um pouco e sair de casa ou deixar de se isolar tanto, porque no fundo é disso que se trata. Ficar em casa sempre por falta de alternativas isola um bocado socialmente.

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