Era uma vez uma jovem criancinha crédula e inocente com cerca de 8 ou 9 anos a quem os hologramas progenitores disseram uma vez com esmeros aventurosos "vamos a Espanha".A pequenota ficou exaltada com a perspectiva de ir viajar/conhecer um pouco daquela miragem tão falada e desconhecida. Quando chegaram lá de carro, a pequenota pediu para tirar uma foto ao lado da placa que anunciava a chegada à terra dos hermanos. Depois de 20 minutos nos armazéns comerciais lá da zona para comprar alguns doces e recuerdos, e atestar na bomba, os hologramas anunciaram que estava na hora de ir embora. Criança desiludida e inconsolável por não ter tido oportunidade de ver mais nada reclama e pede para irem dar um passeio.Os hologramas replicam ao seu bom ver "então não querias vir a Espanha? Espanha é isto, não tem mais nada de jeito para ver, é tudo igual. Agora já podes dizer que vieste a Espanha. E até tens a fotografia e tudo não te chega?". Chegou para frustrar a petiz sim. Sem qualquer réstia de dúvida.
Isto até podia ser uma história de ficção e teria mais piada ou não fosse um acontecimento antigo daqueles que se desvaneceriam no tempo caso não tivesse ficado a maldita da fotografia e o desejo incompleto de conhecer novas paragens. Para quem diz à boca cheia que o que interessa não é o destino mas a viagem em si...ou nunca teve destes fretes ou não teve uns melgas duns companheiros de viagem insuportáveis sempre a discutir entre si de mapa na mão sobre qual o melhor caminho a tomar e arrogados do espírito impositivo do quero posso e mando.
E eu tão contente na foto... enganada pelos adultos.
Fim e lição da história: Nunca se deve iludir uma criança!
(Tive de esperar mais 2 dezenas e tal de anos até ir a Espanha e esta viagem teve o sabor envelhecido dos sonhos de criança, a vinho do Porto...)

Un comentariu:
Isto até é triste mas fizeste-me rir!
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