joi, octombrie 11, 2007

A Biclar

é que me sinto livre e feliz. Vim inspirada de Sevilha. Em Sevilha tudo é mais à frente. Há a Sevici que é um meio de transporte público e há ciclovias por toda a cidade. Toda a gente pedala de forma descontraída. A moda pegou lá. As bicicletas e as vespas são para os espanhois os carros de hoje. A Andaluzia incentiva a população a adquirir modos de vida saudáveis e alternativos, e promove activamente a utilização de meios de transportes sustentáveis e amigos do ambiente. Cá é que as coisas não são assim. Em Portugal, e em especial Lisboa, é mais difícil de concretizar a maior parte das travessias. Faltam as ciclovias, andar na estrada é um "suicídio" por falta de civismo dos condutores- o meu grande amigo Miguel morreu a pedalar, foi brutalmente assassinado por um carro que fez um hit and run e deixou-o a morrer estendido na estrada- a geografia da cidade é acidentada(as 7 colinas não são muito convidativas ao esforço das subidas íngremes) e sobretudo existe falta de vontade por parte do governo e por parte da Câmara de Lisboa em estimular a vontade de utilizar cada vez mais o veículo de 2 rodas em detrimento do de 4. (a demagogia de proibir o transito na zona do Terreiro do Paço aos fins de semana enquanto se permite diariamente a entrada na cidade de milhares de carros vindos dos suburbios é ridícula e pessoalmente chocante) Quem fica a perder? Os residentes de Lisboa acima de tudo. Quem escolheu viver dentro da cidade e quer disfrutar dela em pleno, é quem mais sofre as adversidades das políticas amigas dos automobilistas caóticos, da poluição, da falta de qualidade de vida. Apesar disso, hoje para complementar o meu passeio diário de bicicleta, aventurei me mais um pouco e fui com a Ximena até à estação de metro. Estacionei a minha burrita de ferro a um poste em frente à esquadra de polícia e fui lá pedir para darem um olho na rapariga, pois apesar de não ser de grande calibre, não quero que ma roubem. Espero que ainda lá esteja quando regressar. Se tudo corrrer bem, a partir de hoje irei de bicicleta pelo menos até ao metro, sempre que o tempo permitir( já que não me atrevo a mais enquanto não se salvaguardar a segurança dos ciclistas lisboetas, quer com ciclovias quer mediante campanhas de sensibilização para a utilização da bicicleta.)
Já é tempo de construir uma rede ciclável de Lisboa !!

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