marți, iunie 12, 2007

Os filhos da Nação: Emigrantes vs imigrantes (presente e futuro)

Ontem falava-se nos prós & contras sobre a exploração laboral que afecta os portugueses emigrantes no estrangeiro, dentro da UE e em países que ninguém desconfiaria como Holanda e Espanha. Confesso que só vi o início e que o discurso e o tom de tudo aquilo me começou a irritar a ponto de ter de desligar o aparelho televisivo. Isto vem na onda de verão do 10 de Junho, já tinha lido isto e tinha no domingo visto o lisboetas, esse filme-documentário que retrata a vida difícil dos imigrantes que Portugal acolhe e que adoptaram Lisboa como sua para nela viverem.
A vida é muito dificil para quem vai do seu país para outro e todos infelizmente ficam à mercê da sorte/esforço pessoal e/ou dos conhecimentos que têm, ou na falta deles e com o desconhecimento da língua, muitas vezes ficam vulneráveis face a pessoas sem escrúpulos que se aproveitam da sua boa vontade e ingenuidade.
Acho muito bem que se preocupem com a falta de condições dos portugueses espalhados por esse mundo fora, mas também considero que cá em casa há situações muito mais graves a passar-se e com os imigrantes ninguém se preocupa e ninguém fala, porque não considerados um problema tão nosso. Mas são, e muito.
Eu também sou uma filha adoptada de Lisboa, e sinto particular afinidade com todos os que vêm de fora para dentro, o meu rapaz também já foi explorado, vigarizado e enganado por portugueses e não há só malandros lá fora. Há-os cá e bem grandes. A escravatura anda obtusa e solta por aqui/ por aí...e tem pés grandes e mãos largas.
(infelizmente sempre que há necessidades, há abusos e há sempre quem consiga aproveitar-se disso).
Temos de proteger os nossos lá fora mas devemos proteger e abraçar também quem vem para cá como parte de nós, porque afinal de contas eles estão cá e contribuem com o tudo o que nos dão/o seu trabalho suado e energia para ajudar a construir Portugal e a transformá-lo num país melhor e nós damos-lhes muito pouco em retorno...(nem falo em reconhecimento, mas sim em direitos plenos e efectivos) se cumprem os seus deveres também devem ter direitos, e este é um assunto que me faz passar da marmita, porque já passei as passinhas todas e lidei com este problema bem de frente... "Para as comemorações do Dia de Portugal, Cavaco Silva escolheu três assuntos: os emigrantes portugueses, as Forças Armadas e o crescimento nacional. No discurso em que disse que não se resignava à falta de desenvolvimento, o Presidente da República fez referência ao exemplo que os grandes portugueses dos descobrimentos deram e falou da exposição que irá inaugurar em Washington, no dia 20, sobre o tema, chamada "Abraçando o Mundo". Mas abraçar o mundo, para os portugueses de hoje, tem de ser mais do que fazê-lo só em relação aos emigrantes. É verdade que eles actualizam a diáspora iniciada com as descobertas, espalhando-se e marcando presença tantas vezes muito importante. São um orgulho. E devem ser acarinhados.Mas há o outro lado dessa herança de povo global: os imigrantes que Portugal acolhe. Alguns são um legado directo, vêm dos lugares por onde Portugal andou. Tornar Portugal mais a pátria deles, e a eles mais portugueses, podia ser uma das batalhas do futuro.
Dar-lhes uma ideia maior do que é Portugal, ir além dos grandes momentos em que imigrantes e portugueses cantam as vitórias da selecção nacional no futebol." para ler aqui
Ele não nasceu cá mas vê Lisboa e Portugal como seus. E sente-os como seus. Eu sei como é, porque comigo passa-se exactamente o mesmo. Pátria é tudo isto que nos abarca...e é muito mais do que um visto ou do que um cartão de residente. Mas parece que infelizmente para muitos só é português quem tem BI. os outros são piores que enteados, são enjeitados.

Niciun comentariu: